
Lou Andreas-Salomé escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Teve vários amantes. Conheceu Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke Paul Rée, entre outros grandes homens. Conseguiu realizar, em sua vida inteira, o que nós todos deveríamos fazer sempre - e não o fazemos por descaso, indolência, medo: tornar a vida o exercício apaixonado de uma busca. Sua exploração em todos os possíveis. Isto que requer a fruição intensa e incessante de coisas e pessoas que nos cercam, de modo que o mundo exterior em nós penetre e a nós se incorpore.
Lou van salomé, mais conhecida como Lou Andreas-Salomé. Era bonita, com olhos azuis radiantes. E aos 17 anos já havia lido muito, para uma menina, estava interessada em questoes filosóficas e religiosas mais sérias, possuia uma veemência e sensibilidade as ídeias que fascinavam aos homens cultos. Ao receber seu primeiro pedido de casamento ficou horrorizada.
Salomé era por natureza bem menos convencional que muitos Vanguardistas. Era firme, intransigente e tinha um toque de crueldade. Salomé ficou conhecida por toda Europa como a mulher que partiu o coração de Nietzsche.
Os maiores intelectuais ficaram fascinados com sua independência e sua liberdade de espírito. Ela possuia uma energia masculina que era algo obsoleto para a época. Não tinha paciência para fraquezas de qualquer tipo.
Um homem escreveu sobre ela: “Havia algo de aterrorizante no seu abraço. Olhando para você, com seus olhos azuis radiantes, ela dizia: “Receber o sêmem é para mim o auge do êxtase.” E o seu apetite era insaciável. Ela era totalmente amoral (...) uma vampira.” E Poul Bjerre (um psicoterapeuta) também escreveu algo sobre ela: “Acho que Nietzsche estava certo ao dizer que Lou era uma mulher totalmente má. Má, no entanto, no sentido de Goethe: o mal que produz o bem. (...) Ela pode ter destruído vidas e casamentos, mas sua presença era excitante.”
“o amor durará enquanto os amantes forem capazes de oferecer ao outro essa entrega, que dá acesso de modo vital à capacidade de se concentrar neles mesmos, de ser um mundo para si por causa do outro.”
Salomé causava nas pessoas dois sentimentos confusão e excitação . As pessoas ficavam inebriadas com sua estranha mistura de masculino e feminino; ela era bela, com um sorriso radiante e gracioso, dada a flertes, mas sua independência e natureza intensamente analítica lhe davam um ar masculino peculiar. Esta ambiguidade se expressava no olhar, ao mesmo tempo coquete e penetrante. Era a confusão que mantinha os homens interessados e curiosos: nenhuma outra mulher era assim. Eles queriam saber mais. A excitação vinha da habilidade para despertar desejos reprimidos. Ela era uma perfeita não conformista, e envolver-se com ela era quebrar todos os tabus. Sua masculinidade fazia o relacionamento parecer vagamente homossexual; seu traço ligeiramente cruel, ligeiramente dominador, despertava desejos masoquistas. Ela irradiava uma sexualidade proibida. Seu poderoso efeito sobre os homens – as paixões eternas, os suicídios, periodos de intensa criatividade, as descrições que se faziam dela como sendo um vampiro ou um diabo – atesta as profundezas obscuras da psique que ela era capaz de alcançar e pertubar.
"Só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."
Livro: A Vida das Musas (O que leva uma mulher à condição de musa inspiradora de gênios)
Gênios e seus amores loucos
Frases de Salomé em o pensador
Humana, Demasiadamente Humana - Salomé (resenha)













